sábado, 4 de dezembro de 2010

Voando...


O pensamento se pegou distante.
Longe de tudo o que vinha acontecendo.
Era um tom de felicidade.

Como se ali estivessem tudo o que precisava.
Era como o amor.
Limpo, claro e iluminado.

E como o amor faz falta nesses momentos solitários.
Era como se os anjos ali estivessem, sentados tocando as suas harpas.
Mágico.

O pensamento voava entre as nuvens e avistava lá dentre elas uma casinha.
Um casebre cheio de pertences nossos.
Era entrar nele e se deparar com momentos, com risadas.

Balas furtadas para toda a eternidade, sorrisos ganhos com toda a sinceridade.
A plenitude de um fantástico pôr de sol com um jazz ao fundo.
Fogo saindo de nós e sendo jogado às alturas.
Fugas de tudo e de todos.
Nosso som era mais melódico, havia mais contato dele com o mar.
Eram nossos gritos de "verdade" entoando o descobrir do te amar demais.
Dias trancados num escritório de paixão ardente.
Idas aos lugares mais cheios como se fôssemos os únicos lá dentro.
São todos os versos escritos nos nossos avessos.

E como eram doces os momentos.
Agora se eternizam na saudade, na vontade de em breve os abraçar novamente.

É! Incondicional.

Voarei mais alto, cada vez mais, pois agora enfim, aprendi a voar de verdade.
Te ensinarei inclusive como se faz, para que nos próximos vôos você possa me acompanhar.

Feliz!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sentado no aeroporto...


E cá estou eu.
Em trânsito.
Com o pensamento lá na frente e o olhar lá atrás.

Sentindo um aperto no peito, mas a certeza de que coisas boas virão.

É nessa hora que nos perguntamos até onde errar. E eu me respondo, errar até acertar.
Arrisque.

Risque da vida os medos, as incertezas, inseguranças.
Passe uma borracha onde não deveriam haver borrões.

E depois refaça o desenho.

Pinte-o com as cores mais vivas que puderes.
Pinte-o com as cores do amor.
E estas são as que você enxergar o amor. Até no preto conseguirás vê-lo.
Basta acreditar.

Pois é sempre no breu que nosso amor nos faz brilhar.

Cintilamos.

E cada vez mais incandescente é o nosso amor, mesmo distante.
Amor indecente. Desvairado.

Amor na essência do amor.

Então que brilhemos enquanto sós, pois enquanto juntos, somos união!

Chegarei em breve no destino, e tenho certeza de que estarás lá a me esperar!
E quem espera sempre alcança.

Viva. Pois vivo em nós o nosso nó, o nosso laço, e em breve, a nossa aliança.

Breve. Que venham Otto e/ou Mary Ana.
Que venha nosso rebanho de felicidade.

Amo-te.

Apitou. Tenho que ir. Já voltarei em breve.
Cuida-te, que cuido distante de ti.

Te amarei incondicionalmente, sempre!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Sem fim não há título (5ªparte)

E cada vez mais o jovem soldado sentia a partida da Lila.
Cada instante separado daquela brilhante pérola tornara-se um mártir.
Até que, por conta do destino, os dois voltam a se encontrar. O medo constante do "não mais ter" mexia com o jovem guerreiro que voltou a lutar pelos seus objetivos.
Superou as adversidades. Superou mares. Afrontou a saudade.

Era uma segunda-feira quando a jovem Lila resolveu que não era mais a hora de se manter distante.
O peito havia chamado a atenção da bela donzela, a sensação da perda que se tornara iminente ao se aproximar a data da partida acabou por corroer a razão da jovem Lila e isso a fez desejá-lo.

O jovem, enquanto isso, havia decidido que ao encontrar a Lila na mesma segunda-feira não iria mais agir, iria apenas aguardar.

Fora sim o destino, ao vê-los descontentes com a situação, resolveu pregar uma peça no jovem casal, a peça mais bela, que não haveria de ser escrita por ninguém, nem pelo melhor dos autores.

Tornou o dia completo de desejo, sinceridade e amor, e transformou esses sentimentos em um único ser, um elo.

A história, então, passara de um fim questionado para um recomeço incomparável, onde brilharia em um novo cântico o novo sentimento.

Era a vez de surgir um novo personagem no conto, nomeada de Mary Ana, com seus cabelos cacheados e os olhos que se fechavam ao sorrir, fora ela a responsável pelo renascimento do tal amor que havia se escondido entre o jovem casal.

Após a chegada da pequenina, os olhos do casal voltavam a brilhar novamente, o desejo parecia nunca tê-los deixado, o amor estava novamente repleto.

Pareciam novos amantes, com novos olhares e novas descobertas.
Com adrenalina renovada.

"Façamos tudo por enquanto em sigilo, não precisamos de olhares indiscretos sobre nós."
Dizia a bela Lila.
"E quando voltares, retomaremos o que é nosso de direito, o que ninguém nos conseguirá fazer esquecer."

Os olhos brilhavam ao jovem guerreiro enquanto pronunciava tais palavras.

Enquanto do outro lado os olhos do jovem guerreiro quedaram-se úmidos, o sorriso cada vez mais bobo surgia sempre mais e mais forte e com a certeza do sim.

"Eu volto em breve minha princesa, volto para você, volto para vocês, para que o nós esteja novamente completo."
E acariciando o ventre da jovem Lila, o guerreiro chorava, orava, irradiava amor.

O beijo do "até logo", o olhar saudoso antes da partida e o abraço do "não vá agora" foram os últimos instantes de amor do jovem casal naquele dia, porém ficara mais certo do que o sempre que não seriam os últimos.

"Lila, aguarda-me que voltarei o mais breve para que no nosso próprio refúgio, nosso próprio ninho, possamos enfim nos amar à eternidade."

Amo-te!


PAPOS E SUPAPOS

Mi Papos y Su papos!

Popular Posts