segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Ontem a noite...


Sentei a beira-mar ontem.
Sonhei de olhos abertos.

Algo que deveria estar perto.
Era noite.
Um sorriso apareceu no mar.

Cegou-me.

Pensei comigo de onde viria tamanho brilho no sorrir.
Olhei para cima e enfim entendi.

Era o reflexo n'água.
De um feitiço que jogara.

Estampado nos meus olhos.

Pensamento correu.
Fugiu de mim e te encontrou.
Sonhei de olhos abertos com o seu sorriso no meu.

Encantado com a sua mágica.
De mesmo longe me dominar.
Fiquei paralisado a esperar.

Caminhou saindo do mar em minha direção.
Se aproximou.
Nos meus olhos haviam chamas.
No seu caminhar havia dança.

Então, sereia, ou será fada?
Me tira pra dançar.
Mostra a tua poesia.

Então fecho os olhos.
E declamo o meu querer em versos mudos para ninguém entender.
Grito em silêncio que eu quero você!

domingo, 9 de janeiro de 2011

Vai em paz.


Vá em paz!
Encontre a todos que ama e que te fazem falta.
Lhes diga que sentimos falta.
E sentiremos a sua também.

Entendemos que necessitava partir.
Que merecia um descanso.
Então, descanse!
Volte a viver do lado de lá agora!

Viva e nos olhe.
Nos vigie.

Daqui ficaremos com as lembranças.
Ficaremos a sorrir.

E dos doces os quais era tão viciada quanto eu, pode deixar que tomarei conta.

Quando encontrar a todos, envia as minhas saudosas lembranças.

Vai agora! Em paz.
Escolhe a tua nuvem e te senta para descansar!

Deixa que a gente se vira por aqui.
Vai e volta a sorrir.

Só faz favor de reaparecer nos nossos sonhos vez ou outra para nos avisar que agora está bem novamente.

Vai.
Sorria.
Descansa.

Um beijo.


sábado, 8 de janeiro de 2011

Todo amor que houver...


Eu queria ter tido a sorte de ter um amor tranqüilo.
Mas não seria amor em sua essência, pois não teriam as dificuldades que lhe são concebidas.

Daqueles com sabor de fruta mordida.
Dentadas que vão tentando destruir a fruta, mas que não conseguem acabar com o gosto dela.

Que viveria no embalo da rede.
Num indo e vindo, onde sempre nos encontraremos no fim.

Matando a sede com a saliva.
Sentindo o seu gosto em qualquer gosto, pois o seu, é inesquecível.

Queria ter sido um artista no nosso convívio.
Um palhaço, um poeta, um musico, malabarista, para poder trazer de volta aos palcos os nossos sonhos e sorrisos sempre que necessário.

Transformar todo o nosso tédio em melodia.
Cantando os nossos sufocos e medos e transformando eles em magia.

Ser algum veneno antimonotonia.

Queria poder achar a tua fonte escondida.
Talvez na caixinha que guarda no armário, se ainda não a tirou de lá.
Se o fizesse te alcançaria em cheio, no mel e na ferida.

E o corpo como um furacão.
Boca, nuca, mão e a tua mente.
Nossa. Faz falta. Só isso não! Tudo!

Seria o teu pão, a tua comida.
Seria remédio para te dar alegria.
Seria o que eu sempre fui com mais dedicação.

Quem sabe na eternidade a gente viva.
O inferno e o céu de todo dia.
E com algum trocado posso até dar garantias.
Mas desde já te deixo gravada a maior garantia que tenho a oferecer.

Todo amor que houver nessa vida.


(inspirado em Todo Amor Que Houver Nessa Vida - Cazuza)

PAPOS E SUPAPOS

Mi Papos y Su papos!

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